Manutenção Autônoma impulsiona programa Dono de Área em setores industriais da Agrária

24/09/2021

Estimular em seus colaboradores o senso de dono e prezar pela qualidade dos produtos entregues ao mercado são valores importantes para a Agrária. Pensando nisso, o ciclo estratégico AGIR 500, que norteia as atividades da Cooperativa até 2023, inseriu a metodologia TPM ao Programa Dono de Área.

A sigla TPM vem do inglês Total Productive Maintenance. O objetivo da metodologia é fazer com que as áreas atinjam seus maiores níveis de produtividade e eficiência. Para que isso aconteça, a metodologia é composta por cinco pilares. Um deles é a Manutenção Autônoma, que está no foco das atividades realizadas pela Agrária.

O pilar de Manutenção Autônoma tem sete etapas. Nelas, os operadores passam por treinamentos que os ajudam a conhecer melhor suas máquinas e os fluxos de produção, e a identificar possíveis falhas. Com isso, eles são capacitados a efetuar pequenas manutenções, que contribuem para diminuição do número de paradas dos equipamentos. “Quanto mais se conhece o equipamento mais apto está para operá-lo. Pesquisas mostram que 32% dos problemas nas máquinas são causados pelo seu uso incorreto. Com a metodologia TPM isso não acontece”, explica Willy Cardoso, consultor que atende a Agrária.

Duas áreas já conseguiram a certificação na sétima etapa da Manutenção Autônoma. O Florestal foi a pioneira, com todos os equipamentos definidos. Já a Agrária Óleo e Farelo foi a primeira área industrial, com o fluxo de extração. 


Para o colaborador Dimas Antônio Mikos, que atua como mecânico de máquinas e veículos no setor Florestal, o sucesso na implantação e continuidade da Manutenção Autônoma depende do comprometimento da equipe. “No início, qualquer programa assusta um pouco e com a Manutenção Autônoma não foi diferente. Precisamos trabalhar nossa autodisciplina para manter o que aprendemos nas sete etapas da Manutenção Autônoma. O programa melhorou muito as atividades do dia a dia, porque os pequenos reparos que são feitos pelos operadores impedem o sucateamento dos equipamentos”, afirma.

Líder de operações na indústria de Óleo e Farelo, Everton Dorigue enxerga inúmeras vantagens na aplicação da metodologia TPM. Em sua avaliação, a Manutenção Autônoma oferece aos operadores a oportunidade de desenvolver suas competências. “O operador tem um papel fundamental nesse processo, principalmente após a capacitação técnica e os treinamentos sobre as ferramentas de qualidade”, analisa.    

Na opinião da coordenadora de Gestão da Qualidade da Agrária, Andréia Partata, mais do que trazer melhorias operacionais às indústrias da Cooperativa, a Manutenção Autônoma tem contribuído para que os colaboradores se apropriem dos processos. “O cenário que vemos nas áreas que estão inseridas no programa é muito diferente daquele que encontrávamos anteriormente. Vemos que os colaboradores passaram a cuidar mais de seus espaços de trabalho e que os donos de área, responsáveis por equipamentos ou fluxos de produção, tornaram-se referências para suas equipes”, diz.   



Compartilhe esta publicação

Portal da Privacidade Desenvolvido por BRSIS
© 2018 - Agraria | Todos os direitos reservados.